"Lemos, intensamente, por várias razões, a maioria das quais conhecidas: porque, na vida real, não temos condições de "conhecer" tantas pessoas, com tanta intimidade; porque precisamos nos conhecer melhor; porque necessitamos de conhecimento, não apenas de terceiros e de nós mesmos, mas das coisas da vida.
Contudo, o motivo mais marcante, mais autêntico, que nos leva a ler, com seriedade, o cânone tradicional (hoje tão desrespeitado), é a busca de um sofrido prazer.
Embora não me considere um apologista da erótica da leitura, creio que a expressão "sofrido prazer" articule uma plausível definição do Sublime; no entanto, a busca empreendida por um leitor encerra prazer ainda maior. Existe o Sublime alcançado através da leitura, ao que parece, a única transcendência secular que nos é possível, senão por aquela transcendência ainda mais precária que denominamos "amor, paixão".
Exorto o leitor a procurar algo que lhe diga respeito e que possa servir de base à avaliação, à reflexão. Leia plenamente, não para acreditar, nem para concordar, tampouco para refutar, mas para buscar empatia com a natureza que escreve e lê."
- Como e por que ler - Harold Bloom
(A divisão em parágrafos é minha)
Mais um delírio inútil postado
às 23:43
2006-05-03
Poesia?
Vem, menina, vem, vou te mostrar
Eu gosto muito de você
Pois você é minha garotinha
E sem você não vou viver
Ó! meu 'morzinho', é por você
Que meu pobre coração bate
Eu sou o seu quindim de côco
E você é meu rolinho Parmalat.
- Você é meu rolinho Parmalat - Gramofocas
Às vezes se encontra poesia nos lugares mais inesperados.