Um riso alegre.
Brisa fresca remoçando
as folhas secas
Mais um delírio inútil postado
às 10:07
2004-12-24
Luzes
Quando eu era menino, eu via as luzes de Natal penduradas nas árvores e só isso já era suficiente para encher meu coração de alegria. Eu podia não ter os melhores presentes, mas eu tinha as ruas e as luzes coloridas me bastavam.
Os caminhos da vida me levaram por outras ruas e por muito tempo ignorei a beleza do Natal. Me parecia vulgar, comercial e vazia toda aquela agitação em torno de uma data religiosa. Eu não tinha mais natais.
O tempo, senhor da razão, me fez perceber que o que eu estava desperdiçando não eram dogmas religiosos nem o calendário promocional. Eu estava deixando de lado a minha própria felicidade. Aquela felicidade que eu sentia quando via as luzes na minha infância, sem me importar com quem as pôs ali e pra quê.
Hoje eu acendo luzes coloridas na minha varanda. E fico feliz que outras pessoas possam vê-las e se sentir bem; outras crianças bobas como eu, que se sentem felizes com as pequenas coisas, como luzes coloridas.
Mais um delírio inútil postado
às 10:47
2004-12-22
Tristezas e esperanças
...
Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague tu vivir
Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar
      - Trecho de La Barca (Roberto Cantoral)
Mais um delírio inútil postado
às 14:20
2004-12-12
Diferenças
Eu não sou da sua rua,
Eu não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.
Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é meu,
Esse mundo não é seu...
- Eu não sou da sua rua Branco Mello e Arnaldo Antunes