Se você confiasse em mim, não tinha por que esconder...
Ela disse:
Eu tenho direito aos meus segredos também
Ele disse:
...
Ela disse:
Sabe que você nunca me contou seus segredos?
Ele disse:
Você está perguntando se eu não confio em você?
Ela disse:
...
Mais um delírio inútil postado
às 14:57
2004-10-28
O velho chinês
"...E depois havia um olho, um olho imenso, castanho, tão grande quanto a porta de uma igreja. Andy olhou por aquela porta castanha, reluzente e transparente, avistando uma região desolada, plana por quilômetros e quilômetros, indo terminar em montanhas fantásticas, com os formatos de cabeças de vacas e cachorros, tendas e cogumelos. Havia um mato baixo na colina, aqui e ali uma pequena elevação, sobre a qual estava sentado um pequeno animal, que parecia uma marmota. E a solidão, a terrível desolação da paisagem, fez Andy soluçar, pois não havia mais ninguém no mundo inteiro, só restava ele."
- Trecho deA Rua das ilusões perdidas (Cannery Row), de John Steinbeck Tradução de A. B. Pinheiro de Lemos
Mais um delírio inútil postado
às 13:39
2004-10-16
Vivendo e não aprendendo
"Eu sei que vou te amar
por toda a minha vida eu vou te amar.
A cada despedida eu vou te amar.
Desesperadamente,
eu sei que eu vou te amar...
E cada verso meu
será pra te dizer
que eu sei que vou te amar
por toda a minha vida....
Eu sei que vou chorar
a cada ausência tua
eu vou chorar,
mas cada volta tua há de apagar
o que essa ausência tua me causou...
Eu sei que vou sofrer
a eterna desventura de viver
a espera de viver ao lado teu
por toda a minha vida."
- Eu sei que vou te amar - Vinícius de Moraes e Tom Jobim
"Por que que a gente é assim?"
- Por que que a gente é assim? - Frejat, Cazuza e Ezequiel Neves
(O título é de uma música do Ira. Eu reeditei as estrofes do poema de Vinícius que é pra ficar mais parecido com a versão de Caetano Veloso.)
Mais um delírio inútil postado
às 13:59
2004-10-10
Sirenas
Insano, persigo sonhos impossíveis, cego pelo desejo, iludido pela vontade.
Em minha luta perdida contra o que passou, só tenho à frente a frustração do que nunca poderia ter sido. A realidade é irmã do tempo e não espera por ninguém. Enquanto isso, seus frutos apodrecem nos galhos esperando por mim.
Mais uma vez, vou olhar pra trás e me perguntar por que não pus cera nos ouvidos. Por que não me amarrei no mastro. Por que corri atrás de fantasmas.
Mas não terei as respostas, pois certamente novos cantos me afastarão da minha rota, e novamente estarei cumprindo meu destino e mergulhando naquele escuro vazio onde elas cantam. Em busca de nada.