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2009-09-17

Catita

ela é linda,
tem espinhas na cara
e me encara

eu me escondo
fujo, saio do meio.

disfarço,
volto e ela ainda me olha

ela é linda
mas não importa o que ela pense,
olhe ou deseje

ela é linda
mas tem espinhas na cara

Mais um delírio inútil postado às 23:10


2009-06-01

Pra onde

Where do I go
Follow the river
Where do I go
Follow the gulls

Where is the something
Where is the someone
That tells me why I live and die

Where do I go
Follow the children
Where do I go
Follow their smiles

Is there an answer
In their sweet faces
That tells me why I live and die

Follow the wind song
Follow the thunder
Follow the neon in young lovers' eyes

Down to the gutter
Up to the glitter
Into the city
Where the truth lies

Where do I go
Follow my heartbeat
Where do I go
Follow my hand

Where will they lead me
And will I ever
Discover why I live and die

Why do I live (beads, flowers)
Why do I die (freedom, happiness)
Tell my why (beads, flowers)
Tell me where (freedom, happiness)
Tell my why (beads, flowers)
Tell me why (freedom!)

- Where do I go - do musical Hair

Mais um delírio inútil postado às 22:23


2008-12-28

Certezas

Quando ela achou melhor dar um tempo, ele já sabia que ela iria voltar para o outro.

Não que a paixão tivesse acabado, não. O tempo era justamente para amenizar a dor. O amor, é que nunca tinha havido amor.

Ele não fez que nem o outro. Não chorou, não lembrou dos dias bons, não mandou cartas.

Um dia disse a ela Você nunca me quis de verdade. Você apenas me usou para ter certeza de que era dele que você gostava. Ela não respondeu, pensativa.

Prometeu que ele seria sempre um amigo. Que era especial. Que não sofresse com a separação necessária.

Não se viram por quinze anos. Ela casou, teve filho.

Um dia se encontraram num bar. Ei, cadê você? Sumiu. Tudo bom? Tudo bom.

E isso foi tudo.

Mais um delírio inútil postado às 18:29


2008-12-27

Poema de Natal

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte


      - Poema de Natal (trecho) (Vinícius de Moraes)

Mais um delírio inútil postado às 01:44


2008-11-08

Ardor

A princípio você acha que as coisas não vão bem, mas que é só uma questão de tempo. Você tem esperança de que tudo se ajeite, basta esperar um pouco. No fundo você crê que tem algum controle sobre a realidade.

De repente, num pequeno gesto, você descobre que a esperança não era o fio ao qual você se agarrava, mas o cimento que unia os pedaços do seu mundo e fazia tudo fazer sentido. Você já não acorda "pra ninguém", você acorda "pra nada", olha ao redor e não vê motivo pra tudo estar ali, pensa no que vai fazer amanhã e não sabe por quê. Nem pra quê.

Aí você se pergunta qual o sentido desse sentimento que faz você perder a identidade pra se dissolver na vontade do outro; que é mais do que o instinto materno, pois entre você e o outro não há nada mais que essa estranha ficçao que lhe consome e que sempre só traz dor e desespero.

Mais um delírio inútil postado às 23:01


2008-09-15

Kawari

"Nada a temer senão o correr da luta,
Nada a fazer senão esquecer o medo."


      - Caçador de mim (Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão)

Mais um delírio inútil postado às 08:12


2008-05-25

Conselho

Sonhos?
Melhor não tê-los.
Depois que crescem,
viram pesadelos.

Mais um delírio inútil postado às 22:44


2008-05-12

Sin anestesia

Enquanto navego nas profundas areias da ilusão,
Posso ouvir claramente o brilho morno dos teus lábios
E o verde aroma do teu sexo.

É quando de tua alva pele o sabor macio me vem aos olhos
E eu vejo então o som do teu sorriso
Me dizendo não.

Que eu não posso.

Mais um delírio inútil postado às 20:36


2008-04-06

Morro por você

Every step I take, every move I make
Every single day, every time I pray
I'll be missing you

Thinkin of the day, when you went away
What a life to take, what a bond to break
I'll be missing you

-Puffy Daddy - I'll be missing you

Mais um delírio inútil postado às 03:05


2008-03-23

Fantasias

Aonde você vai tão linda assim
Com esse perfume?
Toda arrumada e de baton
Fico com ciúme

Deixa o endereço que eu vou
Te encontrar
Quero ir nessa festa ver você
Sentir seus amigos

Não fou ficar aqui a noite toda
Sozinho a me espetar
As flechas do cupido voam
Eu vou te procurar na rua

Quando você vai eu fico assim
Meio cigano
Invento armadilhas pra você
Tão cheia de planos

Me lembro do baton e do prazer
Daquele perfume
Entendo que você ame você
Mas tenho ciúme

Será que isto que eu sinto é fogo
Ou é só emoção
Talvez uma fantasia
Sem explicação, sem culpa

Ande você vai?

      - Baton (Hanói Hanói)

Mais um delírio inútil postado às 18:15


2008-03-19

Rebelde sem causa

"Para os mais novos, a insensatez e a inconseqüência são um dever. Para os mais velhos são um direito absolutamente respeitável."

      - José Saramago - A Caverna

Mais um delírio inútil postado às 23:28


2008-02-09

Auctor in fabula

Então, o lobo disse:

Não me agradeces, Chapèuzinho, pelo atalho que te ensinei?

Então, o lobo disse:

Não me agradeces, Chapèuzinho, pelo calor que te ofereço em minha barriga?

Então, o lobo disse:

Por que não me beijas, Chapèuzinho?

Mais um delírio inútil postado às 00:38


2008-01-03

ID

"Pode-se narrar tudo, menos a vida verdadeira; -- essa impossibilidade é o que nos condena a permanecer como nossos companheiros nos vêem e nos refletem, esses que alegam conhecer-me, esses que se denominam meus amigos e jamais permitem que eu me transforme e destroem qualquer milagre (o que não posso contar, o indizível, o que não posso comprovar) -- apenas para poder dizer: "eu conheço você".

      - Stiller (Max Frisch)

Mais um delírio inútil postado às 13:30


2007-11-21

Ningen

"É mentira. Neste mundo não existe ninguém que seja realmente necessário.

Ninguém.

Nem mesmo os pais, nem professores ou autoridades. Crianças ou adultos. Nem eu ou o Katsuya.

Ninguém é realmente necessário neste mundo.

Não importa quem morre ou quem vive. A noite sempre virá e, em seguida, o dia.

Este mundo não precisa de ninguém. Uma realidade muito triste e não menos dolorosa.

Por isso o ser humano vive essa eterna busca de um alguém. Por isso, ele sempre precisa e deseja ser necessário."


(Kyoko Honda, do mangá Fruits Basket, perdida, depois da morte do seu marido Katsuya.)

Mais um delírio inútil postado às 14:50


2007-10-30

Outro sonho

Eu sei que foi apenas um sonho, mas no sonho é bom, porque pode.

Então, eu cheguei pra ela e falei as palavras de Caetano: Eu nunca te disse, mas agora saiba: nunca acaba, nunca, o nosso amor... Da cor do azeviche, da jaboticaba. E da cor da luz do sol. Eu te amo. Vou dizer que eu te amo. Sim, eu te amo, minha flor.

Ela deve ter dito alguma coisa, mas eu não sei o que poderia ter sido.

Foi apenas um sonho.

Mais um delírio inútil postado às 00:10


2007-10-12

Sobre o tempo

- Olá, como vai?
- Eu vou indo e você, tudo bem?
- Tudo bem, eu vou indo, correndo, pegar meu lugar no futuro, e você?
- Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranqüilo, quem sabe?
- Quanto tempo...
- Pois é, quanto tempo...
- Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios...
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí...
- Pra semana, prometo, talvez nos vejamos, quem sabe?
- Quanto tempo...
- Pois é, quanto tempo...
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge a lembrança.
- Por favor, telefone, eu preciso beber alguma coisa rapidamente
- Pra semana...
- O sinal...
- ...eu procuro você...
- ...vai abrir! Vai abrir!
- Eu prometo, não esqueço...
- Por favor, não esqueça!
- Adeus!
- Adeus!

- Sinal fechado (Paulinho da Viola)

Mais um delírio inútil postado às 20:19


2007-10-06

Pela janela

Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado

- Esquadros (Adriana Calcanhoto)

Mais um delírio inútil postado às 23:29


2007-08-13

Eles

Eu estava só, à beira de uma estrada, esperando. Era uma estrada sem pavimentação, talvez próximo ao mar, e soprava um vento frio. Era noite e estava muito escuro. O vento, soprando da minha esquerda, vinha em lufadas, cheio de uma bruma negra, estranha.

O tempo passa e eu começo a perceber que talvez a espera já esteja durando demais. A noite fria e o lugar desolado começam a me inquietar.

Logo me dou conta de que aquelas lufadas de neblina escura são como pequenos lençóis de fantasmas. Passam individualizados, como se tivessem vida; parecem diáfanos seres formados de escuridão. Num súbito acesso de medo, uma religiosidade ancestral me comove e desejo em meu íntimo que vão em paz.

Minha inquietação aumenta e decido que é melhor sair dali.

Começo a caminhar na direção do vento, mas noto que sigo o mesmo caminho daqueles seres e imagino mesmo ver ao longe uma multidão deles se formando na escuridão. É de lá que vem um cachorro também de cor escura, que passa por mim no momento em que tomo a decisão de voltar por onde vim. Se eu retornar pelo caminho, à direita encontrarei uma rua habitada e, mais adiante gente, luzes, movimento e conforto. Não estarei mais sozinho.

Volto-me e vejo que o cão havia parado e me esperado, me seguindo pelo caminho da volta. Isso me incomoda, pois aquele cão me vigia. Ao entrar na rua de casas, procuro ver gente, alguém que possa me dar algum tipo de apoio, mas tudo está deserto, embora eu possa ver a cabeça de uma menina de costas em uma das casas.

O cachorro agora morde minhas mãos, sem força, como os cachorros de casa fazem. Parece me dizer que eu estou sob sua guarda e isso me deixa ainda mais apreensivo. Não vejo como me livrar dele, penso em gritar por alguém, mas tenho medo. Sei que mais adiante estão as pessoas e a segurança, mas antes de chegar lá eu acordo no meio da noite e vejo que andei tendo um sono perturbado.

Depois de me certificar de que o mundo estava em ordem, voltei a dormir.

Mais um delírio inútil postado às 19:08


2007-08-01

Uma carta

Não tem vermelho? Cor de vinho?

Não tinha.

Eu dou um jeitinho. A moça da papelaria arrumou outro envelope, de outro cartão - talvez tenha percebido. Boa sorte, desejou.

Em vão.

Mais um delírio inútil postado às 22:52


2007-07-11

Ninha

Ela falou que eu tinha cara de bebê.
"Olhando assim, bem de perto..."

Por uns dias cheguei a crer que ela me amasse.
Depois pediu um tempo. E então acabou.

Talvez tenha sido culpa minha.
Talvez tenha sido só o destino.

Mais um delírio inútil postado às 22:57


Pra voltar no tempo
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